O Sorriso que Desarmou o Jogo
O Sorriso que Desarmou o Jogo
O Sorriso que Desarmou o Jogo
Prefácio
Eu vivia de testar o mundo. Cutucava as feridas dos outros para ver se eram reais. Usava a provocação como uma faca e o café como combustível. Eu era assim.
Então conheci Acônito. Ela era médica e atleta. Entendia de dor e de força. Não precisava de barulho.
Tentei jogar com ela. Busquei a falha, mas encontrei a justiça. Era uma retidão natural, como a gravidade. Eu estava armado e ela me desarmou. Não foi com veneno. Foi com um sorriso limpo.
Agora resta o essencial: o café quente, a palavra dita e a coragem. O lobo parou de correr.
O Relato
Houve um tempo em que eu media tudo pela provocação. Testava os limites. Com ela, a régua quebrou. Desafiei-a esperando uma reação, mas recebi a justiça. Ela não gritou. Não recuou. Ela apenas ficou parada.
Depois ela sorriu. Não era o sorriso de quem ganha uma briga. Era o sorriso de quem conhece a si mesma.
Senti-me seguro. Não porque ela me protegeu, mas porque com ela não havia máscaras. Ela era a verdade. A provocação silenciou diante da paz dela.
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